- PARABÉÉÉÉÉÉÉÉNS PRAAAA VOOOOOOOOOCÊÊÊ,
NEEEESSA DAAAAAAAATAAAAA QUEEEEERIIIIDAAAAAA. MUITAS
FEEEEEEEEEEEEEELIIIICIIIIDAAAAAAAAADEEEEEEEES, MUITOS AAAAAAAAAAAANOOOOOS DEEEE
VIIIIIIIIDAAAAAAAAAA!! – Um coral bêbado e chapado, é como isso se descreve. Eu
mesmo estou loucaço, admitido e feliz. – Quantos aninhos, Ani? Treze?! – Ela me
dá um soco no ombro, risonha, mesmo que ainda triste com o fato do rapagão lá
ter ido embora. Diverte-se como nunca. – Caale a boca, Remo. Tá mais que na
hora de assumir que sabe minha idade! – Dou de ombros, bebendo mais um gole da
Orloff que roubamos para a ocasião especial. – Necas de pitibirabas, como dizia
mamãe. Você é novinha dos treze. – Benki tá com a marafa, observo-a puxar e
passar pro Japa. Alucinada, bebeu além da conta... Como sempre. Carmina está ao
meu lado, acariciando-me os cabelos. Japa tá brincando com a aniversariante e
os outros dois caras sumiram, devem ter ido arranjar o pó. Tem uns trafikes
maneiros por aqui, eles têm de tudo, o bagulho vem de fora, coisa fina. A gente
tem desconto pelos trabalhinhos que prestamos por aí também... Perco-me no
tempo, pensando na heroína. Deixei tudo guardadinho ao lado do meu cobertor,
aqui todo mundo respeita, ninguém mexe não... Eu tou querendo mesmo é a
picadinha. Se eu não tivesse chapado, até me picava, mas deu uma moleza do
caralho agora. Sentado no chão, encostado no Museu. – SEGURA A BENKI!! – Ouço as
vozes ao longe. Que sono... – A BENKI! SEGURA ELA!! REMO, AJUDA AQUI! – Meus olhos
se abrem, vejo uma garota branca, magra, correndo com os peitos pra fora,
rindo. – Benki, pare... – Não quero me levantar. Começo a passar mal... – Ani...
– Ela está mais perto, olha para mim. – Pega minhas coisas, preciso da picada. –
Ela me encara, meio sombria, reprovando, se retira. Vadia! Sabia que não podia
contar com ela, vagabunda escrota... Minha cabeça dói. A minha visão embaçada
agora só capta a mocinha à minha frente, Ani. – Toma aqui o seu lixo. – Fala com
desprezo, mas beija-me a testa antes de ir. Sei porque a sinto meio úmida.
Talvez seja o suor, eu a seco... É tudo muito rápido, essas coisas são todas
muito rápidas. Amarrei meu braço, minha boca só tem força para puxar o elástico
que consegui no Hospital de Base outro dia. O pozinho na colher, acendo o
isqueiro e o meu liquidozinho orgástico está pronto. Tudo muito rápido... A
seringa enfiada na minha veia, meu sorriso espontâneo após o prazer. Ah, mas
que prazer... Tenhamos um orgasmo multiplicado por infinito e prolongado por
meia hora ou mais. Eis aqui o que sinto... – BEEENKI, SUA IMBECIL, VESTE ESSA
CAMISA! – A voz da Carmina mais distante ainda... – Deixa ela assim,
Carmelinda! Adoro essas tetinhas HAHAHA – Koda rindo, rindo e rindo e
gargalhando e tentando agarrar a Benki. Eis os lapsos. Alucino, alucino muito.
Tem alguém ao meu lado. – Dá uma picada, cara... – Japa olha pra mim, eu o
encaro de volta, sorrindo. – Po, cara... Po... O que é meu é seu, cara... – Dezesseis
anos, aah, que jovenzinha essa Ani, ela devia ir dormir... Como eu fui. Pena
que meu sono não é sono.
Nenhum comentário:
Postar um comentário